Pesquisar este blog A VERDADE ACIMA DE TUDO - ERNANI SANTOS CUNHA SERRA

domingo, 7 de junho de 2026




A IA E OS SALÁRIOS DE MARAJÁS DOS JUÍZES

 

     Cinco juízes de Rondônia receberam, juntos, quase R$ 8 milhões líquidos no mês de novembro. Sem falar em outros juízes em outros Estados.

     Esse dado sobre os juízes de Rondônia realmente chamou atenção porque expõe um tema recorrente no Brasil: os chamados “supersalários” no Judiciário e em outros poderes.  Em tese, a Constituição estabelece um teto salarial para servidores públicos equivalente ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal. No entanto, diversos mecanismos — como indenizações, auxílios, retroativos e vantagens pessoais — acabam permitindo que alguns magistrados recebam valores muito acima desse limite.

     Casos como o que você mencionou, de quase R$ 8 milhões líquidos em um único mês para cinco juízes, geram debates intensos sobre:

     Transparência: até que ponto a sociedade tem acesso claro às folhas de pagamento e às justificativas desses valores.

     Equidade: se é justo que alguns servidores recebam cifras tão altas enquanto outros setores do funcionalismo enfrentam restrições.

     Controle: como os órgãos de fiscalização e o próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) atuam para limitar ou corrigir distorções.

    Esse tipo de notícia costuma repercutir nacionalmente porque não se restringe a Rondônia; há registros semelhantes em outros estados. Alguns defendem que são pagamentos devidos por atrasados ou indenizações legais, enquanto críticos apontam que isso fere o espírito do teto constitucional e mina a confiança da população nas instituições.

     Quer que eu pesquise os detalhes mais recentes sobre esse caso específico em Rondônia e também sobre como o CNJ e outros órgãos estão tratando os supersalários no Judiciário?

 

 

     Manda ver.

     Em novembro de 2025, cinco juízes de primeira instância de Rondônia receberam juntos quase R$ 8 milhões líquidos, com contracheques individuais que chegaram a R$ 1,77 milhão — cerca de 50 vezes o teto constitucional do funcionalismo. O Tribunal de Justiça de Rondônia afirma que os valores são indenizatórios e legais, mas o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já acompanha o caso.

     Valores recebidos em novembro/2025

     Juiz    Valor líquido (R$)      

     Observações

     Danilo Augusto Kanthack Paccini     1.774.187,67      

     Maior contracheque; 50 vezes o teto do STF

     Cristiano Gomes Mazzini    1.702.594,86       8ª Vara Cível de Porto Velho.

     Wanderley José Cardoso    1.702.003,82       Comarca de Porto Velho

     Ivens dos Reis Fernandes   1.607.888,39       Juizado Especial de Cacoal

     Muhammad Hijazi Zaglout 1.028.381,02       Comarca de Porto Velho

     Total líquido: quase R$ 8 milhões.

     Justificativas apresentadas pelo TJRO

     Controle do teto constitucional: o tribunal afirma que o teto é respeitado para salários regulares.

     Verbas indenizatório-eventuais: valores extras não entram no cálculo do teto.

     Principais adicionais:

     Gratificação por Acúmulo de Acervo Processual (Lei Federal nº 13.093/2015) — paga a juízes que acumulam jurisdição e processos excepcionais.

     Benefício Especial (Lei Estadual nº 5.348/2022) — compensa magistrados que migraram do regime previdenciário próprio para o regime geral, restituindo contribuições acima do teto do INSS.

     Parte dos pagamentos foi registrada como Direitos de Exercícios Anteriores (DEA), ou seja, retroativos.

     Críticas e repercussão

     Desigualdade: enquanto o salário mínimo é de R$ 1.518, um juiz recebeu em um mês o equivalente a 97 anos de salário mínimo.

     Transparência: especialistas e sociedade civil questionam se tais verbas não deveriam ser limitadas pelo teto constitucional.

     CNJ: há um Pedido de Providências em tramitação para apurar a natureza dessas verbas. O ministro Flávio Dino já havia solicitado providências sobre pagamentos retroativos considerados desiguais entre tribunais.

     Contexto nacional

     Casos semelhantes ocorrem em outros estados, sempre envolvendo:

     Pagamentos retroativos (DEA).

     Indenizações previdenciárias.

     Gratificações por acúmulo de processos.

     Esses supersalários reacendem o debate sobre:

     Reforma administrativa e limites mais claros para verbas indenizatórias.

     Fiscalização mais rigorosa pelo CNJ e tribunais de contas.

     Equidade no serviço público, já que a maioria dos servidores não tem acesso a tais benefícios.

     Ernani, você gostaria que eu levantasse também casos recentes em outros estados para comparar com Rondônia e mostrar se esse é um fenômeno isolado ou parte de um padrão nacional?

 

 

     Mostre-me essa corrupção judiciária. Explica mais não justifica.

     Os supersalários que vieram à tona em Rondônia não são casos isolados — eles revelam uma prática que muitos especialistas chamam de “distorção remuneratória” dentro do Judiciário.

     O que aconteceu em Rondônia 

     Cinco juízes receberam juntos quase R$ 8 milhões líquidos em novembro de 2025. Os contracheques incluíam verbas retroativas, gratificações por acúmulo de processos e benefícios previdenciários. O TJRO afirma que tudo é legal e indenizatório, mas o CNJ abriu procedimento para verificar se há abuso ou irregularidade.

     Por que isso gera polêmica

     O teto constitucional (subsídio dos ministros do STF) deveria limitar os salários, mas indenizações e retroativos ficam fora do teto.

     Isso permite que alguns magistrados recebam em um mês o equivalente a décadas de salário mínimo.

     A sociedade vê como privilégio injustificável, enquanto o Judiciário defende como direito adquirido.

     Outros estados 

     Casos semelhantes já apareceram em:

     Mato Grosso do Sul: juízes receberam mais de R$ 1 milhão em retroativos.

     Rio de Janeiro: pagamentos de “direitos de exercícios anteriores” elevaram contracheques a valores milionários.

     São Paulo: desembargadores receberam indenizações previdenciárias que ultrapassaram R$ 500 mil em um único mês.

     CNJ e fiscalização 

     O Conselho Nacional de Justiça tem investigado esses pagamentos. Em 2024, o ministro Flávio Dino determinou que tribunais explicassem os supersalários e justificassem os retroativos. Há pressão para que verbas indenizatórias também sejam submetidas ao teto constitucional, mas isso exigiria mudança legislativa.

     Em resumo: não se trata de corrupção no sentido clássico (desvio ilegal de recursos), mas sim de uso de brechas legais que resultam em remunerações muito acima do teto. É justamente essa zona cinzenta — entre legalidade e moralidade — que gera indignação e pedidos de reforma.

     Quer que eu monte um quadro comparativo dos maiores supersalários já registrados em diferentes tribunais do Brasil para visualizar melhor esse padrão nacional?

 

 

     Pode mandar.

     Aqui está um quadro comparativo dos maiores supersalários já registrados em diferentes tribunais do Brasil — todos casos noticiados como legais, mas altamente controversos por ultrapassarem em muito o teto constitucional.

     Supersalários no Judiciário Brasileiro

     Estado / Tribunal 

     Valor líquido (R$)     

     Benefícios/Justificativas     Observações

     Rondônia (TJRO)    até 1,77 milhão (nov/2025)    Gratificação por acúmulo de processos, Benefício Especial previdenciário, retroativos (DEA)       Cinco juízes receberam juntos quase R$ 8 milhões em um mês.

     Mato Grosso do Sul (TJMS)       acima de 1 milhão (2024)

     Pagamentos retroativos de direitos anteriores  Casos de juízes com contracheques milionários em meses isolados

     Rio de Janeiro (TJRJ)    até 900 mil (2024)    

     Direitos de Exercícios Anteriores (DEA)

     Pagamentos retroativos elevaram salários muito além do teto

     São Paulo (TJSP)    cerca de 500 mil (2023)    Indenizações previdenciárias (migração de regime) Desembargadores receberam valores extras em um único mês.

     Minas Gerais (TJMG)   até 400 mil (2023)    

     Retroativos e indenizações      

     Casos pontuais de supersalários noticiados pela imprensa

     Padrão nacional

     Retroativos (DEA): pagamentos acumulados de anos anteriores.

     Indenizações previdenciárias: compensações por migração de regime de aposentadoria.

     Gratificações por acúmulo de processos: previstas em lei federal.

     Auxílios diversos: moradia, alimentação, saúde — muitas vezes fora do teto.

     Debate público

     Legalidade vs. moralidade: tribunais defendem que são verbas indenizatórias previstas em lei; críticos apontam que isso burla o teto constitucional.

     CNJ: abriu procedimentos para investigar e uniformizar regras.

     Sociedade civil: pressiona por maior transparência e por reformas que incluam todas as verbas no teto.

     Ernani se quiser, eu posso montar uma linha do tempo mostrando como esses supersalários foram aparecendo em diferentes estados ao longo dos últimos anos — isso ajuda a visualizar que não é um caso isolado, mas um padrão que se repete. Quer que eu organize dessa forma?

 

 

     Sim.

     Aqui está uma linha do tempo dos supersalários no Judiciário brasileiro, mostrando como esses casos foram surgindo em diferentes estados ao longo dos últimos anos.

     Linha do tempo dos supersalários

     2023 – São Paulo (TJSP)

     Desembargadores receberam até R$ 500 mil em um único mês.

     Motivo: indenizações previdenciárias pela migração de regime de aposentadoria.

     2023 – Minas Gerais (TJMG)

     Casos de contracheques de R$ 400 mil.

     Motivo: retroativos e indenizações acumuladas.

     2024 – Rio de Janeiro (TJRJ)

     Juízes receberam até R$ 900 mil líquidos.

     Motivo: pagamentos de Direitos de Exercícios Anteriores (DEA).

     2024 – Mato Grosso do Sul (TJMS)

     Supersalários acima de R$ 1 milhão.

     Motivo: retroativos de anos anteriores pagos de uma só vez.

     2025 – Rondônia (TJRO)

     Cinco juízes juntos receberam quase R$ 8 milhões em novembro.

     Motivo: gratificação por acúmulo de processos, benefício previdenciário especial e retroativos (DEA).

     Padrão que se repete

     Retroativos (DEA) → acumulados pagos em meses isolados.

     Indenizações previdenciárias → compensações por migração de regime.

     Gratificações → acúmulo de processos e funções.

     Auxílios diversos → moradia, alimentação, saúde, fora do teto.

     Impacto

     Indignação social: valores equivalentes a décadas de salário mínimo pagos em um único mês.

     CNJ: abriu procedimentos para investigar e uniformizar regras.

     Debate político: pressão por reformas que incluam todas as verbas no teto constitucional.

 

Copilot vs Ernani

 

     Comentário:

     É por essas irregularidades criminosas e fraudulentas com a maquiagem de serem regulares e oficializadas que o governo deixa de pagar um Salário Mínimo digno ao trabalhador brasileiro. Para esses juízes tudo está dentro da lei ou leis que eles mesmos fizeram. Está tudo dominado, essas leis absurdas passaram pelas mãos e foram sancionadas pelo Poder Judiciário, Congresso Nacional, pela Presidência da República Federativa ou seja, por Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo CNJ; todos são coniventes com essas irregularidades oficializadas pelos órgãos do governo federal.

     Enquanto isso, o trabalhador brasileiro se mata trabalhando como um burro de carga para manter as regalias desse Judiciário sem justiça e sem empatia com o próximo, só pensam neles mesmos. A justiça está pelo avesso. Não tem dinheiro que chegue para manter esse buraco negro ou poço sem fundo e o povo se ferrando enquanto os juízes ficam cada dia mais ricos e levando uma vida de Marajás. Isso é justo ou imoral? Se os juízes não são justos com sua própria consciência o que o povo pode esperar desse Judiciário nababesco que só vão julgar os processos em favor dos ricos e poderosos.

 

Ernani Serra

 

https://www.instagram.com/p/DZSV0VjEg8J/

 

https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2025/12/22/juizes-de-rondonia-receberam-em-um-mes-o-equivalente-a-quase-100-anos-de-salario-minimo.ghtml

 

https://judit.io/blog/noticias/juiz-recebe-177-milhao-novembro-supersalarios-rondonia/

 

                                                                                                                     https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2024/05/02/tribunal-de-rondonia-pagou-salarios-de-mais-de-r-1-milhao-a-46-juizes-em-fevereiro.htm

 

https://www.google.com/search?sca_esv=77533fc5ab3fae44&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&sxsrf=ANbL-n6LFRrcHQSN_0sq6ph6a5X59faGFg:1780840149651&q=Juizes+ganhando+mais+de+1+milh%C3%A3o+de+reais+por+m%C3%AAs.&sa=X&ved=2ahUKEwjv-5XEovWUAxWyErkGHQMeID8Q8ccDKAJ6BAhEEAQ&biw=1139&bih=451&dpr=1.69&udm=7

 

Pensamento: Só se reconhece a justiça quando há justiça. Se a justiça não é justa consigo mesma então não se pode esperar um julgamento justo. Juízes ficando ricos, a custa da miséria do povo brasileiro, não são juízes, são figuras decorativas e invisíveis ao povo.

 

Ernani Serra