Pesquisar este blog A VERDADE ACIMA DE TUDO - ERNANI SANTOS CUNHA SERRA

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

 


ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS

 

     Processo de acidificação dos oceanos pode acabar com toda a vida marinha.

1. Danos causados pela acidificação dos oceanos

1.1. Branqueamento dos corais

2. Efeitos positivos

3. Mais prejuízos econômicos

4. Tecnologia de mitigação para a acidificação

     Quando pensamos nas emissões de dióxido de carbono (CO2), fatores como o efeito estufa e o aquecimento global já vêm à cabeça. Mas as mudanças climáticas não são os únicos problemas causados pelo excesso de CO2 na atmosfera. O processo de acidificação dos oceanos é extremamente perigoso e pode acabar com a vida marinha até o fim do século.

     A acidificação começou desde a primeira revolução industrial, em meados do século XVIII, quando a emissão de poluentes aumentou rápida e significativamente graças à instalação das indústrias por toda Europa. Como a escala de pH é logarítmica, uma leve diminuição neste valor pode representar, em porcentagem, variações de acidez de grandes dimensões. Dessa forma, é possível dizer que desde a primeira revolução industrial a acidez dos oceanos já aumentou em 30%.

     Mas como se dá esse processo? Estudos demonstram que, ao longo da história, 30% do CO2 emitido pela ação humana foi parar no oceano. Quando a água (H2O) e o gás se encontram, é formado o ácido carbônico (H2CO3), que se dissocia no mar, formando íons carbonato (CO32-) e hidrogênio (H+).

     O nível de acidez se dá por meio do aumento da quantidade de íons H+ presentes em uma solução – nesse caso, a água do mar. Quanto maiores as emissões, maior a quantidade de íons H+ que se formam e mais ácidos os oceanos ficam.

     Danos causados pela acidificação dos oceanos

     Qualquer tipo de mudança, por menor que seja, pode modificar drasticamente o meio ambiente. As mudanças de temperatura, do clima, do nível de chuva e até do número de animais podem causar desequilíbrio ambiental. O mesmo pode ser dito sobre a alteração do pH (índice que indica o nível de alcalinidade, neutralidade ou acidez de uma solução aquosa) dos oceanos.

     A acidificação dos oceanos afeta diretamente organismos calcificadores. Um estudo publicado na Communications Biology identificou que a acidificação desestabiliza o equilíbrio ecológico das algas e prejudica os recifes de corais, gerando consequências irreversíveis. Além dos corais, outros organismos podem ser afetados, como alguns tipos de mariscos, algas, plânctons e moluscos, dificultando sua capacidade de formar conchas e levando ao seu desaparecimento. Em quantidades normais de absorção de CO2 pelo oceano, as reações químicas favorecem a utilização do carbono na formação de carbonato de cálcio (CaCO3), utilizado por diversos organismos marinhos na calcificação.

     A diminuição das taxas de calcificação afeta, por exemplo, o estágio de vida inicial desses organismos, bem como sua fisiologia, reprodução, distribuição geográfica, morfologia, crescimento, desenvolvimento e tempo de vida. Além disso, afeta a tolerância a mudanças na temperatura das águas oceânicas, tornando os organismos marinhos mais sensíveis, interferindo na distribuição de espécies que já são mais vulneráveis. Ambientes que naturalmente apresentam altas concentrações de CO2, como regiões vulcânicas hidrotermais, são demonstrações dos ecossistemas marinhos futuros: eles apresentam baixa biodiversidade e elevado número de espécies invasoras.

     Branqueamento dos corais

     Além disso, um estudo mostrou que o aquecimento das águas causado pela acidificação faz com que os corais expulsem algas simbióticas que vivem dentro deles produzindo a maior parte dos nutrientes por meio da fotossíntese. O processo transforma os corais em um branco fantasmagórico, uma condição chamada de branqueamento dos corais. Os corais podem sobreviver por um tempo sem as algas – eles usam tentáculos para capturar comida do oceano – mas quando o branqueamento dura muito ou acontece com muita frequência, os corais eventualmente morrem.

     Outra consequência advinda da perda de biodiversidade de ecossistemas marinhos é a erosão de plataformas continentais, que não apresentarão mais corais para ajudar a fixar os sedimentos. Estima-se que até 2100 cerca de 70% dos corais de águas frias estarão expostos a águas corrosivas.

     Efeitos positivos  

     Por outro lado, outras pesquisas apontam para a direção oposta, afirmando que alguns micro-organismos se beneficiam com esse processo. Isto se deve ao fato de que a acidificação dos oceanos possui também uma consequência que é, para alguns micro-organismos marinhos, positiva. A diminuição do pH altera a solubilidade de alguns metais, como o Ferro III, que é um micronutriente essencial para o plâncton, tornando-o assim mais disponível, favorecendo um aumento da produção primária, o que gera uma maior transferência de CO2 para os oceanos.

     Além disso, o fitoplâncton produz um componente chamado dimetilssulfeto. Ao ser lançado na atmosfera, esse elemento contribui para a formação de nuvens, que refletem os raios solares, controlando o aquecimento global. Esse efeito, porém, só é positivo até que sejam reduzidas as absorções de CO2 pelo oceano (devido à saturação deste gás nas águas), situação sob a qual o fitoplâncton, pela menor oferta de Ferro III, produzirá menos dimetilssulfeto.

     Mais prejuízos econômicos

     Em suma, podemos dizer que o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera termina por aumentar a acidez e temperatura das águas oceânicas. Até certo ponto, como vimos, isso é positivo, pois aumenta a solubilidade do Ferro III que é absorvido pelo fitoplâncton para a produção de dimetilssulfeto, contribuindo para minimizar o aquecimento global.

     Ultrapassado esse ponto, a saturação de CO2 absorvido pelo ambiente marinho, somado ao aumento da temperatura das águas, altera o sentido das reações químicas, fazendo com que menores quantidades deste gás sejam absorvidas, prejudicando organismos calcificantes e aumentando a concentração do gás na atmosfera. Por sua vez, esse aumento contribuiria para intensificar os efeitos do aquecimento global. Dessa forma, é criado um ciclo vicioso entre a acidificação dos oceanos e o aquecimento global.

     Além de todos os impactos já descritos, com a diminuição do pH oceânico, haverá também o impacto econômico, já que comunidades que se mantém à base de eco-turismo (mergulhos) ou de atividades pesqueiras serão prejudicadas.

     A acidificação dos oceanos pode também afetar o mercado global de créditos de carbono. Os oceanos funcionam como um depósito natural de CO2, que se forma por conta da morte de organismos calcários.   Como a acidificação atinge a formação de conchas, isso afeta também o depósito marinho de CO2 formado pela morte desses organismos calcários. Assim, o carbono deixa de estar armazenado por longos períodos de tempo nos oceanos e passa a se concentrar em maior quantidade na atmosfera. Isso faz com que os países precisem arcar financeiramente com as consequências.

     Tecnologia de mitigação para a acidificação

     A geoengenharia desenvolveu algumas hipóteses para acabar com esse problema. Uma delas é usar o ferro para “fertilizar” os oceanos. Dessa forma, as partículas do metal estimulariam o crescimento dos plânctons, que são capazes de absorver o CO2. Ao morrer, os plânctons levariam o gás carbônico para o fundo do mar, criando um depósito de CO2.

     Outra alternativa proposta foi a adição de substâncias alcalinas nas águas dos oceanos para equilibrar o pH, como pedra calcária esmagada. Porém, segundo o Professor Jean-Pierre Gattuso, da Agência Nacional de Pesquisas da França, este processo poderia ser eficaz apenas em baías com troca limitada de água com o mar aberto, o que daria um alívio local, mas não é prático em escala global, já que consome muita energia, além de ser uma alternativa cara.

     Na realidade, as emissões de carbono deveriam ser o foco da discussão. O processo de acidificação oceânica não afeta apenas a vida marinha. Povoados, cidades e até mesmo países são totalmente dependentes da pesca e do turismo marítimo. Os problemas vão muito além dos mares.

     Atitudes incisivas se fazem cada vez mais necessárias. Por parte das autoridades, leis sobre níveis de emissão e fiscalizações cada vez mais rigorosas. Por parte dos indivíduos, diminuir a pegada de carbono com pequenas medidas, como utilizar mais transporte público, principalmente em veículos movidos a fontes de energia renováveis ou optar por alimentos orgânicos, que sejam provenientes da agricultura de baixo carbono. Mas escolhas como essa só serão plenamente possíveis caso a indústria altere suas formas de lidar com os recursos naturais e também priorize a produção de bens que utilizem matérias-primas sustentáveis.

    

     Comentário:

     Para salvar o planeta tem que haver uma regressão no tempo e no espaço. Tem que escolher um tempo “x” e um espaço “y” do passado que seja sustentável para o planeta e aplicar o sistema.

 

Ernani Serra

 

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https://www.youtube.com/watch?v=y4vU7w8t25A

 

https://www.youtube.com/watch?v=1TDKSgw9V8Q

 

https://cetesb.sp.gov.br/proclima/gases-do-efeito-estufa/

 

Pensamento: O homem é um animal mais perigoso do planeta que pode exterminar todas as vidas e a sua própria vida planetária.

 

Ernani Serra

 

 

 






 

Para salvar o planeta tem que haver uma regressão no tempo e no espaço. Tem que escolher um tempo “x” e um espaço “y” do passado que seja sustentável para o planeta e aplicar o sistema.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

 


O PROBLEMA MUNDIAL É O HOMEM


     A humanidade é a responsável por toda destruição do planeta Terra.

     Não são os combustíveis fósseis e nem a poluição que são os responsáveis pela destruição do planeta.

     Se a população mundial estivesse estável em seu crescimento o planeta hoje seria outro, limpo, sem nenhum problema.

     Infelizmente, o homem achou de procriar feito um vírus e chegamos a explosão demográfica mundial. Se continuarmos no mesmo patamar de crescimento e destruição, a humanidade e todos os seres vivos do planeta serão extintos da face da Terra até o ano de 2100; que não está muito longe, essa data está num piscar de olhos.

     Os poderosos (magnatas) não querem abrir os cofres para proteger o meio ambiente, portanto, quando abrirem os olhos estarão mortos apesar de que, é uma gota d’água no oceano, se começar a lutar contra os efeitos danosos criados pelo próprio homem, não é muito, mais vai ajudar um pouco a natureza, mas, será preciso que haja o sacrifício da humanidade em prol de toda a humanidade, ou seja, a diminuição populacional mundial e acompanhada da esterilização da maioria da humanidade para deixar o planeta em equilíbrio, com pouca gente: poucos carros e combustíveis fósseis, agrotóxicos, CO2, desmatamento, incêndios florestais, pastos, agropecuária, poluição do ar, terra e águas, menos aquecimento global, menos indústrias, menos estradas, menos invasões de terras e selva de pedras, menos plásticos, etc.

     Ou se salva tudo com sacrifício ou não se salva nada neste planeta. Quem vai ficar estéril é o próprio planeta Terra. O planeta está pedindo socorro!

 

Ernani Serra

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Homem

 

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Pensamento: “O resultado é que o homem não vive nem no presente nem no futuro; ele vive como se nunca fosse morrer, e depois morre sem nunca ter realmente vivido.”

 

Dalai Lama

sábado, 13 de novembro de 2021

 

GENOCÍDIO INDÍGENAS


     8 anos e 12 quilos, a criança com malária e desnutrição que simboliza o descaso com os Yanomami no Brasil.

     Etnia enfrenta crises sanitária e ambiental com escalada de violência por garimpos ilegais. Povo denuncia novo ataque neste domingo. Imagem expõe o grave e crônico problema da assistência à saúde em várias aldeias.

     Criança Yanomami com desnutrição e malária, na aldeia Maimasi.

     Criança Yanomami com desnutrição e malária, na aldeia Maimasi.

     Uma rede escura acomoda o corpo miúdo de uma criança Yanomami tão magra que é possível ver sua pele moldar as costelas. A fotografia de uma menina de oito anos que pesa apenas 12,5 quilos (o peso mínimo normal para a idade seria de 20 quilos), feita na aldeia Maimasi em Roraima, expõe um problema crônico de desassistência à saúde que os povos indígenas enfrentam no coração da Amazônia ― e que vem crescendo ano após ano. A criança estava acometida por malária, pneumonia, verminose e desnutrição, em uma região sem visitas regulares de equipes sanitárias e que fica a 11 horas a pé do polo de saúde mais próximo. Ela teve sua imagem capturada dias antes de ser transferida de avião a um hospital da capital Boa Vista no dia 23 de abril, onde já se recuperou da malária, mas segue em tratamento para os outros problemas. Virou símbolo do histórico descaso do Brasil com o povo Yanomami, que luta para sobreviver em meio a uma junção de graves crises: a escalada de violência por garimpeiros ilegais, os impactos ambientais que levam fome a algumas regiões e a fragilidade do acesso à atenção sanitária.

     MAIS INFORMAÇÕES

     Tainaky Tenetehar, da Terra Indígena Arariboia.

     Se a nossa terra, a nossa floresta sumir, o que vai ser do meu povo?

     Os Yanomami contra o coronavírus (e contra a diarreia, as lombrigas e os garimpeiros...)

     Dário Kopenawa, liderança do povo Yanomami.

     Meus antepassados morreram pelo mesmo que eu tô enfrentando: o garimpo ilegal e a epidemia

     “Na cultura Yanomami a gente não pode demonstrar imagem de criança, frágil, doente. Mas é muito importante [fazer isso] pela crise que estamos vivendo”, explica o líder indígena Dario Kopenawa, ao autorizar a publicação da fotografia nesta reportagem. Para esta etnia, a imagem da pessoa é parte importante dela e disseminá-la em uma situação de enfermidade pode enfraquecê-la ainda mais. Até quando se morre, é preciso queimar todas as lembranças de quem partiu para preservar seu espírito no mundo dos mortos. Mas a comunidade decidiu divulgar a fotografia enquanto a criança tenta se recuperar para denunciar aos napëpë ―como chamam os não indígenas― seu sofrimento diante da grave crise de saúde que os ameaça.

     Esta foto é uma resposta da violação de direitos dos povos indígenas”, resume Kopenawa. Enquanto a malária e a covid-19 avançam sobre as aldeias, lideranças narram que equipes de saúde foram reduzidas com profissionais afastados por covid-19 e outras doenças, postos de saúde foram fechados temporariamente e falta helicóptero para transporte de pacientes em áreas de difícil acesso. “A gente sofre há muito tempo sem estrutura boa, sem todos os profissionais completos pra dar assistência. Com a pandemia, piorou”, destaca Konepawa. O problema afeta especialmente as comunidades mais isoladas, que dependem de visitas esporádicas das equipes. “Tem locais que estão ainda sem vacinação contra a covid-19 porque não têm profissionais. São comunidades que ficam longe dos postos, não têm como chegar”, acrescenta Júnior Yanomami, membro do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), um órgão responsável pelo controle social das ações governamentais. No Brasil, os grupos indígenas são prioritários na fila de vacinação.

          A saúde Yanomami está abandonada. Falta tudo”, continua o líder indígena. Segundo ele, a aldeia Maimasi, que vive um surto de malária e onde várias crianças padecem com desnutrição e verminoses, não recebia visita de equipes de saúde havia seis meses, quando profissionais atenderam a criança da fotografia (divulgada por um missionário católico e publicada pela Folha de S. Paulo), no final de abril. A equipe não dispunha de medicamentos suficientes para todos os que precisavam, conta o indígena. A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), responsável pela atenção aos povos originários, dá uma versão diferente: diz que o atendimento ocorreu dia 19 de março, “mas a família não autorizou a remoção para uma unidade de saúde”.   Também garante ter estoque suficiente de medicamentos e ter contratado profissionais de saúde, mas não esclarece qual é a frequência das visitas à aldeia. A Sesai tampouco informa ao EL PAÍS sobre a incidência de malária, desnutrição e mortalidade infantil para dar a dimensão do crescimento das doenças na região.

     Esses problemas de saúde não são generalizados em todo o território Yanomami ―tão vasto quanto a área de um país como Portugal―, mas estão presentes em várias comunidades. Um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz em duas áreas do território ―Auaris e Maturaká― e divulgado no ano passado dá pistas sobre o tamanho do problema: 80% das crianças de até 5 anos apresentavam desnutrição crônica e 50% desnutrição aguda nestes locais. A situação está relacionada desde à escassez de água potável até a falta de acompanhamento nutricional e de pré-natal na gestação. Passa ainda pelos quadros de verminoses, malária e diarreia frequentes nas comunidades, sem ações preventivas de saúde fortes. “Desde 2019, relato as necessidades e pedimos socorro ao Governo”, diz Júnior Yanomami. “Agora está pior. Aumentou muito a desnutrição. Onde tem garimpo forte tem o problema da fome. E na pandemia aumentaram as invasões. Como eu vou explicar a fome dos Yanomami? Eles [os garimpeiros] sujam os rios, destroem a floresta, acabam a caça. Nós nos alimentamos da natureza”, explica o indígena.

     Os moradores da Maimasi são descendentes de um dos grupos mais afetados pela abertura da estrada Perimetral Norte (BR-210) na década de 1970, durante a ditadura militar. Naquela época, parte significativa do grupo morreu diante de surtos de sarampo e outras doenças levadas pelos trabalhadores das obras. Há anos, eles cobram um posto de saúde, mas por enquanto seguem dependendo de visitas esporádicas da equipe de saúde à comunidade. A situação que já era difícil ficou pior especialmente a partir do ano passado. As visitas diminuíram enquanto cresceram as atividades de garimpeiros ilegais, aumentando a chance de doenças transmissíveis e a violência. E os casos de malária, enfrentados pelos indígenas há décadas e considerados “endêmicos” pela Sesai, seguem crescendo. Segundo Júnior Yanomami, só neste ano já foram identificados cerca de 10.000 casos, o que corresponde a pouco mais de um terço de toda a população yanomami, de cerca de 29.000 pessoas. “A criança na foto provavelmente expressa esse somatório de tragédias”, afirma uma nota da Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana.

     Nosso território está vulnerável com tantos problemas ao mesmo tempo”.

     Os vários problemas sanitários, ambientais e sociais enfrentados não estão dissociados. O desmatamento na Amazônia no último mês de abril foi o maior em seis anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O desmatamento tem crescido ano após ano, e o desequilíbrio ambiental interfere na alimentação dos povos da floresta, que se alimentam do que colhem, pescam e caçam nas comunidades mais isoladas. Em várias áreas, a presença de garimpeiros e madeireiros ilegais leva ainda à contaminação de rios com mercúrio, contribuindo para desnutrição, desidratação e diarreia.  Com os recursos diminuindo na floresta e a fome à espreita, alguns indígenas acabam trabalhando com não indígenas e aderindo a uma alimentação industrializada e menos nutritiva. “Não dá para generalizar que as crianças estão morrendo desnutridas, com fome. Tem esse problema onde há presença dos garimpeiros. Onde não tem garimpo as crianças estão saudáveis, comendo bem e cuidando de suas atividades. O que falta é assistência de saúde”, defende Kopenawa. “A vida do povo Yanomami está em risco. Nosso território está vulnerável com tantos problemas ao mesmo tempo.”

     Crianças do povo Sanöma, que vive na Terra Indígena Yanomami, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

     A escalada da violência com garimpos ilegais.

     Às crises sanitária e ambiental, soma-se ainda uma escalada de violência em algumas regiões. É o caso da comunidade indígena Palimiu, em Roraima. Há uma semana, a aldeia enfrenta ataques de garimpeiros, com tiros, bombas e gás lacrimogêneo contra os indígenas.  Na última terça, garimpeiros ilegais trocaram tiros com a Polícia Federal durante uma visita para averiguar as denúncias de ataques à aldeia. “Eu nunca tinha visto tantos tiros. Só em filme. Eles [garimpeiros] eram muitos e tinham armamento pesado”, conta Júnior Yanomami, que estava na comunidade naquele momento. No ano passado, os indígenas criaram uma barreira sanitária para evitar a passagem de garimpeiros e tentar frear a disseminação do coronavírus. Mas o rio Uraricoera, onde fica a barreira, é uma das principais rotas para a atividade. No dia 24 de abril, os Yanomami impediram a passagem de um grupo. Tentaram negociar para que não voltassem. A resposta, segundo Júnior Yanomami, veio meio hora depois, com tiros em direção à comunidade.     Os indígenas revidaram com flechas e tiros de espingarda.

     Os vários conflitos na última semana, segundo relatam os indígenas, deixaram três garimpeiros e um Yanomami feridos. Duas crianças teriam morrido afogadas enquanto fugiam dos tiros, segundo lideranças.  O último ataque, dizem, foi na noite de domingo. “É uma coisa muita séria. Todos lá estão com muito medo. Eu também fiquei”, emenda Júnior Yanomami. “Tem Yanomami correndo risco. Tenho medo de acontecer um massacre a qualquer momento. O Governo Federal tem que se mexer”, clama.

     Entidades indigenistas veem o posicionamento do presidente Bolsonaro, que já fez declarações contra a demarcação da terra indígena Yanomami e costuma defender a regularização do garimpo nos territórios, como um estímulo aos conflitos. Na última quarta-feira, o Exército até deslocou homens para a comunidade, mas os retirou horas depois. A 1ª Brigada em Boa Vista não respondeu à reportagem se reenviará os militares e o que motivou a retirada deles. A Polícia Federal, por sua vez, deve retornar para investigar o caso. Enquanto isso, os indígenas seguem em estado de alerta e medo, contam lideranças. Até que a situação se modifique, devem ficar também sem os serviços de saúde, já que a Sesai retirou os profissionais diante da gravidade da situação. “A unidade de atendimento será reaberta tão logo seja possível atuar em segurança”, afirma a secretaria, acrescentando que atendimentos de urgência serão realizados pontualmente no distrito sanitário indígena que fica fora do território. Já a Fundação Nacional do Índio não retornou os contatos da reportagem. “O clima é de medo. Muito medo. Agora só eles estão lá. Não tem PF, Exército nem Saúde. Estão sozinhos para defender a sua comunidade”, finaliza Júnior Yanomami.

 

     Comentário:

     Os índios brasileiros estão sendo massacrados pela fome, epidemias, contaminações, invasões, agressões, assassinatos, etc. Tudo isso, porque o governo de Jair Bolsonaro permite aos invasores das terras indígenas esse massacre que vai se tornar um genocídio étnico indígena.

     O maior facínora é aquele que extermina as etnias de maneira indireta através de terceiros ou priva esses povos de se alimentarem corretamente, é o caso dos garimpos, desmatamentos e incêndios criminosos, que o governo vem apoiando as invasões de grileiros, garimpeiros, devastadores de árvores através dos motosserras, tratores e correntes, e também, áreas para agropecuária em territórios do Amazonas e do Pantanal Mato Grosso, foram eles que privaram os índios de se alimentarem da caça e da pesca por ter envenenado as águas com metais pesados (mercúrio) e afastaram e mataram pelo desmatamento e incêndios os animais silvestres.

     Agora os índios estão a Deus dará, vivendo como párias, mendigos, favelados, aculturados. É muito triste ver essas nações indígenas em estado deplorável pela ambição e pelo poder do homem branco. Antigamente, esses índios eram fortes, sadios, viviam felizes porque tinha de tudo para viver e sobreviver através da natureza que lhes davam em abundância. Onde o homem branco chega destrói tudo, é um cupim querendo ser humanos mas na verdade não passam de monstros exterminadores da humanidade, do meio ambiente, e de si mesmo.

     Pobres povos indígenas que estão abandonados a própria sorte e o governo do faz de conta, faz que está protegendo mas está exterminando lentamente com a etnia indígena. Só Deus pode salvar os índios, e as florestas: Amazônica e a Atlântica e também o Pantanal; que estão sendo devastadas sem dó nem piedade.

     Cadê as autoridades internacionais que não ajudam e não criminalizam as autoridades pelo extermínio lento dos povos indígenas, estão todos de braços cruzados em cima do muro, mas vai chegar a vez da humanidade pagar pelas omissões e conivência com esses crimes de holocausto contra nações aborígenes.

     Com o avanço da destruição da floresta Amazônica em 2030 não haverá mais floresta e sim savanas amazonenses.

     A COP-26 e todos os seus membros são responsáveis pela destruição da floresta Amazônica e do Pantanal do Mato Grosso são todos coniventes com a política de extermínio da natureza de Jair Bolsonaro. Se esses membros da COP-26 quisessem acabar com a destruição da natureza aqui no Brasil, bastava fazer um boicote em todas as exportações (commodities) do Brasil, forçando o governo a reflorestar toda área que foi destruída pelo fogo e desmatamentos; e de imediato, acabar com os garimpos legais e ilegais, com as queimadas e cortes de árvores. Só depois de estabilizar o meio ambiente é que os países da COP-26 começariam a importar os produtos boicotados do Brasil. Por esta negligência das autoridades mundiais é que, no futuro próximo vão pagar caro pela displicência em suas ações neutras.

 

Ernani Serra

 

https://oglobo.globo.com/mundo/em-meio-cop26-desmatamento-na-amazonia-aumenta-5-bate-recorde-para-outubro-25274503

 

https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2021/01/bolsonaro-areas-indigenas-invasao-2020/

https://www.institutojurumi.org.br/2021/02/incendios-florestais-no-brasil.html

 

https://terrasindigenas.org.br/noticia/31836

 

Pensamento: O homem branco vive da miséria das nações indígenas.

 

Ernani Serra

 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 


DÁ A CZAR O QUE NÃO É DE CZAR


     Estamos participando de um esquema político em que, nesse país do faz de conta, tudo é permitido, nas altas esferas dos governos: políticos e judiciários.

     As autoridades estão com medo de o presidente Jair Bolsonaro dar um golpe ou um xeque-mate ditatorial no sistema do Estado Democrático de Direito pelo seu aparato militar dentro dos gabinetes e ministérios de seu governo, e é por isso, que estão engavetando os crimes do presidente e de seus filhos com relação a COVID-19, a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal e do seu filho nas Rachadinhas.

     A CPI da COVID-19 virou uma grande marmelada com muita gente processadas no papel, com dois grandes livros referentes aos processos e que, foram distribuídos para o STF, MPF, PGR, Câmara dos Deputados, a Polícia Federal, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas da União, a Defensoria Pública da União, o Tribunal Penal Internacional, os Ministérios Públicos estaduais, o Ministério Público Federal, e que, todos esses órgãos estão mudos e surdos, até na mídia deixaram de falar desse assunto, estão abafando o caso. Muitos crimes e nenhum punidos. Agora veio o STJ e anulou todos os crimes de Flávio Bolsonaro no processo das Rachadinhas no Rio de Janeiro, dizendo que o Juiz daquele Estado, e que, julgou o processo condenatório não tinha a competência por ser da 1ª Estância e achou por bem (STJ) encerrar o processo definitivamente. Estão todos os réus se tornando livres de suas acusações penais. Dois pesos e duas medidas.

     As instituições do Estado Democrático de Direito perderam a credibilidade nos julgamentos perante o povo brasileiro, os crimes se tornaram vantajosos pela incoerência de atos, ações e atitudes não condizentes com a ética jurídica e política. Os erros estão se tornando os acertos, o mal está se tornando o bem, a justiça está contribuindo com a impunidade em favor dos poderosos.

     Essas duas classes sociais estão vivendo nababescamente a custa da miséria do povo brasileiro, enquanto isso, o povo cada dia mais pobre, miserável, fica sem eira nem beira massacrado e pagando as dívidas dos políticos que retiram a última gota de sangue do trabalhador e passam com o rolo compressor das taxas, impostos, inflação, salários mínimos, combustíveis e eletricidade superfaturada, poder aquisitivo do trabalhador zero, etc., sobre esse povo escravo dos senhores todos poderosos. O governo prefere esmagar o povo a deixar de pagar (calote) ao FMI.

     Todas essas faltas de éticas políticas e jurídicas só servem para prejudicar o povo brasileiro que são os cobaias e bode expiatórios das corrupções dessa classe política que deveria estar dando exemplo de moral e honestidade ao seu povo. A lei é dura para os três “p”: putas, pobres e pretos.

 

Ernani Serra

 

https://g1.globo.com/politica/cpi-da-covid/noticia/2021/10/15/entenda-o-que-sao-os-11-crimes-que-a-cpi-da-covid-deve-atribuir-a-bolsonaro.ghtml

 

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/11/4961874-flavio-bolsonaro-comemora-decisao-do-stj-de-encerrar-investigacoes-das-rachadinhas.html

 

https://www.conjur.com.br/2021-out-27/senadores-entregam-relatorio-final-cpi-covid-19-aras

 

Pensamento: Quem anda com porcos lavagem comem.

 

Ernani Serra

 

 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021



TRAGÉDIA NO AR

 

    Aeronáutica começa a investigar o acidente que matou Marília Mendonça.

     As investigações tiveram início na manhã deste sábado (06/11) pelos militares do CENIPA, que estão em Piedade de Caratinga, recolhendo partes da aeronave.

     Avião que levava Marília Mendonça no mesmo local do acidente um dia depois da queda.

     O avião continua no mesmo local onde caiu, sob a vigilância de policiais civis e militares.

     O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou na manhã deste sábado (6/11), em Piedade de Caratinga, as investigações relacionadas ao  acidente aéreo que causou a morte da cantora Marília Mendonça e mais 4 pessoas na tarde de sexta-feira (5/11).

     As autoridades esclarecem que os procedimentos preliminares estão sendo feitos para buscar evidências sobre  o acidente. “Estamos fazendo uma ação inicial para termos a maior amplitude possível. A pesquisa vai ocorrer durante todo o dia. Não vamos fazer ou divulgar nenhuma análise no dia de hoje”, diz o tenente-coronel Oziel Silveira, coordenador das investigações.

      Cemig lamenta acidente após confirmar que avião de Marília atingiu a rede.

     Veja o que se sabe sobre o acidente aéreo que matou Marília Mendonça.

     Há dois anos, Marília Mendonça revelou o desejo de não viajar mais de avião.

     Ele explica que as investigações seguem as normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes    Aeronáuticos (SIPAER), cujo objetivo é verificar tudo aquilo que pode contribuir para a identificação dos fatores que contribuíram para o acidente.

     É importante ressaltar que a investigação não busca identificar culpados ou responsabilizar pessoas. Essa investigação busca resultados para evitar novos acidentes aéreos”, afirma.

      Os militares do CENIPA realizam as investigações com o suporte do Corpo de Bombeiros, porque o local onde se encontra o avião tem piso escorregadio, com o agravante de uma série de obstáculos naturais, como pedras e declives acentuados. Os investigadores não entraram no interior da aeronave, temendo o seu deslizamento.

     Caixa-preta

     O avião que transportava a cantora Marília Mendonça e seus produtores pertencia a PEC Táxi Aéreo Ltda, fabricado em 1984 pela companhia estadunidense Beach Aircraft, com capacidade para transportar 6 passageiros.

      Segundo o tenente-coronel Silveira, a legislação não obriga que esse tipo de aeronave seja equipado com caixa-preta, equipamento que serve para registrar mensagens enviadas e recebidas à torre de comando dos aeroportos.

     Mas o CENIPA já requisitou ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1) todas as mensagens trocadas entre os controladores de voo e o piloto do avião que caiu na Serra da Piedade.

     Os advogados de Marília Mendonça estiveram no local do acidente e recolheram bagagens e outros pertences da cantora e seus produtores. Eles levaram também um violão, uma agenda de Marília Mendonça e aparelhos celulares, intactos e ligados, com mensagens recentes, enviadas por familiares da cantora e de seus produtores.

 

     Comentário:

     O CENIPA, CINDACTA 1, e SIPAER deve investigar principalmente o abastecimento que o avião fez antes de decolar para ver se o combustível era suficiente para o avião chegar ao seu destino. Como o combustível está muito caro é possível e provável que o proprietário tenha feito um plano de voo com uma capacidade econômica para o destino.

     Sendo o piloto muito competente deveria estar ciente que a sua altura com relação às torres de eletricidade de alta tensão era muito perigoso voar abaixo de cem metros, portanto, o avião deveria estar a cem metros acima das torres, o piloto não iria cometer esse erro tão grave de voar próximo das torres, tudo indica que esse avião já vinha perdendo altitude por falta de combustível; e, bem próximo da pista de pouso não conseguiu chegar ao seu destino.

     O que mostra também que o avião não tinha combustível suficiente foi numa queda vertical não pegou fogo e nem explodiu ao cair sobre as pedras da cachoeira.

     Quanto ao tempo nublado ou falta de visibilidade o piloto iria optar pela altitude do avião por ser um local muito montanhoso, e não voar muito baixo é provável que o piloto estivesse ciente daquelas torres naquele trajeto porque era um piloto experiente e tinha muitos anos de voo. O erro não foi humano, acredito sim, um erro no cálculo de combustível. O avião era seguro e estava com todos os documentos em dia para voar.

     É lamentável a perda das cinco vítimas de um destino trágico e cruel.

     O mesmo aconteceu com o avião da La Mia que o próprio piloto e proprietário do avião vinham operando sempre no limite do combustível para economizar; o barato saiu caro. 

 

Ernani Serra

 

https://www.youtube.com/watch?v=tydBs5oCrtw

 

https://www.youtube.com/watch?v=-zjZYLApKos

 

https://www.youtube.com/watch?v=7lb_l09RMmw

 

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2021/11/06/marilia-mendonca-aparece-com-uniforme-de-piloto-de-aviao-em-ultimo-clipe-que-lancou.ghtml

 

https://noticias.r7.com/brasilia/piloto-do-aviao-de-marilia-mendonca-morava-em-brasilia-05112021

 

https://www.nsctotal.com.br/noticias/quem-sao-as-outras-quatro-vitimas-de-acidente-de-aviao-que-matou-marilia-mendonca

 

Pensamento: A economia tem limites e quando há tragédias e sinistros o preço é muito caro.

 

Ernani Serra